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March 12, 2017

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Métodos de Yoga

March 12, 2017

 

Se você pratica Yoga, deve saber que existem muitos métodos diferentes.

As pessoas dizem que é para satisfazer os diferentes tipos de personalidades. Mas isso é bastante superficial e ingênuo até.

 

É como dizer que existem vários tipos de música, uma para cada tipo de personalidade. Mas será que tem alguém que só ouve música clássica e outro que só ouve punk rock? Somos formados por muitas facetas e vivemos num mundo de diversidades; somos um cristal multifacetado e todas as faces precisam se nutrir. Sendo assim, se você acha que pode fazer uma aula de “X Yoga” hoje e amanhã de “Z Yoga”, ok, tudo bem.

 

Se preferir não misturar, ok também. Mas não deixe ninguém manipular você dizendo que se misturar estilos de Yoga você ficará louco e se perderá... Deixe sua própria prática e sua experiência te guiarem. Essencialmente, o que quero dizer, é que viví muitos anos de minha vida sendo pressionada a acreditar que o método de Mestre X era o melhor e, depois, ao circular por outras rodas, outras pessoas diziam que o Mestre Y era o melhor. Que bom que pude circular por diferentes ambientes e que bom que pude compreender mais sobre a natureza humana: nossas fraquezas e a genuína luta pela sobrevivência estão muitas vezes por trás das palavras de mestres, disfarçada em frases do Yoga Sutra.

 

Realmente, é preciso maturidade e experiência (qualidades que só ganhamos mesmo ao longo da vida...), para poder compreender de forma mais real o que está por trás de muitas colocações que ouvidos ingênuos escutam e logo acreditam, mas que não são verdadeiros ensinamentos iniciáticos para aqueles que desejam tornar-se seres mais conscientes e atuantes no mundo.

 

Somos seres únicos! Somos cada um uma composição incomparável de cinco elementos e andamos, falamos, respiramos, sentimos e agimos conforme tudo aquilo que somos. Sendo assim, mais do que uma padronização impessoal, onde todos vão agir conforme o que foi estabelecido como melhor por alguém superior à nós (Mestres etc.), defendo a singularidade e unicidade de cada pessoa em sua expressão e forma de ser.

 

Por exemplo, professores de Yoga: acho importante cada um manter sua característica própria e sempre ficar atento para não haver uma uniformização geral dos professores de uma determinada linha. Os estudos extracurriculares, a história de vida e as experiências de cada um com a própria prática irão inevitavelmente influenciar à maneira como cada professor absorve, vive e transmite o Yoga.

 

Isso pode parecer bastante óbvio, mas nem sempre é assim que as coisas acontecem! A beleza da precisão de um método de Yoga autêntico é ele ser capaz de desabrochar em cada indivíduo a experiência de estar conectado com seu Self e, a partir daí, poder ter espaço para irradiar essa condição interior por vias invisíveis (tipo uma osmose), que contagiam outros e abrem caminho para desencadear neles essa mesma experiência, cada um com seu próprio Self.

 

Padronizar todos com as mesmas formas de ensinar pode ser um cerco necessário por um tempo, até que as técnicas praticadas despertem a percepção e a experiência mais profunda do Yoga no professor. A partir daí, ele terá autonomia para ensinar, com sua característica particular, aquilo que vivencia como Yoga.

 

Poderá até manter o mesmo estilo que aprendeu mas, principalmente, para não cair na armadilha fácil de fazer tudo de forma mecânica e apenas baseada na memória de técnicas, deverá estar num estado de Yoga. E isso é a maior beleza que cada professor pode ter ao entrar numa sala de aula, mais do que qualquer palavra que possa dizer, mais do que qualquer método que possa utilizar.

 

Para comer alguma coisa, você terá que misturar esse alimento com sua saliva, até que ele vá se torne parte de você e assim poderá engoli-lo. Todos sabemos o quanto engolir sem mastigar é desagradável.

 

Prove os ensinamentos, confie em seus instintos, veja o que realmente lhe cai bem. Faça suas próprias escolhas quanto às suas práticas e métodos, até porque a divisão do Yoga em tantos estilos evidencia a experiência pessoal de alguns praticantes que em determinado ponto resolveram organizar um sistema próprio onde tudo aquilo que mais lhes parece correto, efetivo e transformador estará integrado.

 

Se isso é Yoga de verdade ou não, vai depender do resultado que desencadeia em quem pratica e é com essa percepção que cada pessoa irá definir o que funciona melhor para si mesma, incluindo aí todos os outros valores nos quais se baseia para se guiar na vida.

 

E è todo esse conjunto de ações que irá alquimizar o indivíduo na direção daquilo que ele é essencialmente (Self). Ou que não irá...

 

Aho!

 

 

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